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segunda-feira, 12 de março de 2012

Presidente renúncia cargo depois de acusações de Corrupção


O Presidente da CBF Ricardo Teixeira, renunciou nesta Segunda-Feira a Presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol ),órgão máximo do Futebol Brasileiro como também do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), a cerca de dois anos para o Mundial.

Ricardo Teixeira durante evento em São Paulo
Ricardo Teixeira - Ex-Presidente da CBF
Jose Maria Marin, novo presidente da CBF e do COL
José Maria Marin - Novo Presidente da CBF 

Quem assumirá o cargo será José Maria Marin,o qual cumprirá o restante do mandato, até 2015. E também herdará o cargo no COL. na carta Ricardo Teixeira diz que vai cuidar da saúde e ficar com sua família, mas se colocou à disposição para continuar "colaborando com o futebol brasileiro".

A saída do cartola, mineiro de Carlos Chagas e desde 1989 no cargo, quando chegou ao poder amparado pelo então sogro e presidente da Fifa, João Havelange, chegou a ser dada como certa por presidentes de federações estaduais antes do Carnaval, mas Teixeira garantiu que continuaria com as atividades normalmente.Em crise não só dentro de campo com a seleção brasileira eliminada das últimas Copa do Mundo e Copa América logo nas quartas de final como também e principalmente fora dele em meio a novas denúncias de corrupção, Teixeira já vinha dando sinais de que poderia sair.

No início de fevereiro, demitiu o tio, Marco Antônio Teixeira, da secretaria-geral da entidade. Ele estava na função praticamente desde o começo do mandato do sobrinho no final da década de 1980.Enquanto esteve em observação, deu brindes para as pessoas que cuidavam dele, como bonés e camisetas da seleção brasileira.Um mês antes, foi alvo de protestos em várias cidades do país contra a sua administração.

Além disso, enfrenta acusação de estar envolvido no maior escândalo da história da Fifa.O chamado dossiê da ISL, ex-agência de marketing da entidade, falida em 2001, será avaliado pela Corte Federal da Suíça e tem documentos considerados comprometedores para Teixeira.

O processo, que tramita desde 2008, possui os nomes de dirigentes que supostamente receberam propina em negociação pelos direitos de transmissão de Copas do Mundo.Pressionado, Teixeira perdeu força para virar o sucessor de Joseph Blatter na presidência da Fifa após a Copa de 2014, no Brasil.

Em 2000, chegou a enfrentar duas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), no Congresso Nacional, porém o título da seleção no Mundial de 2002, segundo ele próprio, serviu para lhe dar força e terminar se mantendo à frente da CBF.Seu mandato iria até 2015 graças a uma manobra no estatuto da confederação. Em 2008, ele conseguiu convencer os presidentes das federações estaduais a estender a gestão, de quatro para sete anos, para "não interferir" nos preparativos do país para a Copa-2014.Sem ele, o estatuto da CBF diz que assumiria o vice-presidente mais idoso. Ao todo, eles eram cinco, um para cada região do país, e esse status acabou ficando com José Maria Marin, 79.

Representante do Sudeste e ex-governador de São Paulo, o dirigente recentemente foi flagrado por câmeras de TV colocando no próprio bolso uma das medalhas da premiação do título da Copa São Paulo de juniores conquistado no último dia 25 pelo Corinthians.Na ocasião, Marin disse que se tratava de "uma cortesia" da Federação Paulista.

Comentário - Eita que o novo presidente já começou bem,sendo flagrado pela TV carregador uma das medalha de premiação da Copa São Paulo de Juniores,resumindo não irá fica no cargo nem 6 meses !


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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Bloqueio cai, e FIFA volta a prometer abrir dossiê que pode comprometer brasileiros

Dilma entre Blatter (à esq.) e Pelé (dir.) durante sorteio das Elimanatórias da Copa
Havelange e Teixeira, em cada ponta, conferem o sorteio das eliminatórias 
da Copa-2014 com Blatter, Dilma e Pelé

Pouco mais de uma semana após o presidente da FIFA, Joseph Blatter, afirmar que uma medida judicial impedia a divulgação dos documentos do caso ISL --que pode comprometer o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente de honra da própria FIFA, João Havelange, segundo a rede britânica BBC--, uma novidade promete agitar o assunto, considerado o maior escândalo de corrupção da federação internacional.

O jornal suíço "Handelszeitung" publicou nesta terça-feira que um tribunal do país rejeitou a ação que bloqueava os documentos. E que, com isso, eles serão abertos em até 30 dias, caso nenhum dos dois cartolas envolvidos recorra da ação.

Os papéis tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da FIFA, e mostraria que os dirigentes receberam US$ 100 milhões (R$ 186 mi) em subornos.

A Folha procurou a assessoria de imprensa da federação, que confirmou as informações.

"A FIFA soube da decisão da Suprema Corte do cantão de Zug e não vai recorrer, até porque esse é o posicionamento da entidade e do presidente Blatter", respondeu.

Também procurada, a CBF se limitou a dizer que a nova decisão é "indiferente".

Segundo a BBC, Teixeira e Havelange estão envolvidos no caso, que permanece sob sigilo judicial na Suíça. Por causa de seu teor, poderiam até ser expulsos.

O processo judicial de falência da ISL constatou o pagamento de subornos a dirigentes nos anos 1990. Tais informações são mantidas em sigilo por conta de um acordo judicial. Dois cartolas da FIFA admitiram ter recebido suborno, pagaram multas e foram mantidos anônimos.

Após lutar por esse sigilo, Blatter mudou de idéia e prometeu divulgar o processo em meados de dezembro para limpar sua imagem e a da FIFA. Mas recuou sob o argumento de que uma liminar foi obtida para impedir a publicação do dossiê. 

Extraoficialmente, a FIFA atribui essa medida a Havelange e Teixeira.

Enquanto isso, o dirigente da CBF entende que o presidente da FIFA tem medo das conseqüências do documento, pois o suíço era o secretário-geral da entidade na ocasião. Havelange era o presidente.

Teixeira trabalha com a informação de que mais dirigentes estão envolvidos no caso e que, assim, as conseqüências não pesariam apenas sobre ele e Havelange. Seu discurso soa como uma ameaça velada a Blatter.

Além disso, caso a FIFA de fato divulgue o dossiê ISL, haverá uma nova batalha legal sobre o destino dos envolvidos no caso. Blatter já disse ser a favor da expulsão de membros do Comitê-Executivo implicados no escândalo.