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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Orlando Silva anuncia candidatura a vereador de São Paulo e nega 'queda' na carreira

Fora do ministério do Esporte desde outubro de 2011, Orlando Silva Júnior anunciou que tentará voltar à cena política como vereador de São Paulo. A confirmação foi dada nesta quinta-feira durante sua participação no UOL Esporte Entrevista, quando concedeu a primeira entrevista exclusiva desde que saiu da pasta.
“A decisão que tomei pessoalmente a partir da proposta do meu partido é me candidatar como vereador em São Paulo, cidade onde vivo há 20 anos. Tenho relação com a cidade, com os meios políticos e tive o privilegio de conhecer não só o centro, mas todas as regiões da periferia. Estou muito animado. A aprovação da candidatura será em junho, mas estou animado para ajudar a cidade”, disse Orlando Silva, filiado ao PCdoB.
Ele, inclusive, nega que esse recomeço na política seja um retrocesso em sua carreira pública. O político baiano ficou de abril de 2006 a outubro de 2011 no ministério do Esporte e, durante o período, foi convencido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a não concorrer como deputado federal.
Na oportunidade, Orlando Silva aceitou o pedido de Lula e soube da possibilidade de assumir a Autoridade Pública Olímpica (APO). A mudança não se confirmou e, passados alguns meses, ele deixou o ministério após ser acusado de corrupção em esquema envolvendo contratos com ONGs ligadas a integrantes do PCdoB.
“Vejo como um novo desafio. A decisão que tomei em não sair como deputado foi pelo apelo que um cidadão chamado Luiz Inácio Lula da Silva me fez. Fiquei emocionado quando ele falou que me queria a seu lado até o último dia de seu governo”, argumentou.
Orlando Silva usa a seu favor o fato de estar à frente do ministério do Esporte quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
“O voto precisa ser conquistado um a um. Quero conversar com as pessoas para saber de que maneira posso contribuir para a cidade. Fui parte da conquista da Copa, dos Jogos Olímpicos, da melhoria de programas esportivos e de apoio a projetos sociais”, completou.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Após depoimento, Bezerra diz contar com confiança de Dilma


Após cinco horas de depoimento no Congresso, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) afirmou na noite desta quinta-feira que acredita contar com a confiança da presidente Dilma Rousseff para permanecer no cargo.

Em entrevista coletiva ao final do depoimento, Bezerra admitiu que o governo "solicitou" que seu irmão Clementino Coelho deixasse a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Fernando ficou na presidência interinamente por quase um ano. Hoje, o Diário Oficial da União publicou a exoneração dele, a pedido.

"Para evitar qualquer ruído ou qualquer dúvida, o próprio governo resolveu então solicitar e ele [Clementino] entendeu a situação e pediu, ele próprio, para sair dos quadros da empresa", disse Bezerra.

A Folha revelou também que Bezerra empregou o pai e o tio de sua nora em cargos de confiança na estrutura do ministério. Sobre isso, disse que a indicação do pai partiu de um petista e que o tio já está na pasta faz tempo.

Durante todo o depoimento, o ministro negou favorecimento na destinação dos recursos de prevenção para o seu Estado, Pernambuco.

Mesmo em período de recesso, diversos deputados e senadores da base aliada ao governo estiveram presentes no Congresso nesta quinta-feira. Todos elogiaram a atuação do ministro e negaram serem autores de "fogo amigo" contra ele.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ex-ministro Carlos Lupi reassume presidência do PDT


Pouco mais de um mês após sua saída do Ministério do Trabalho, Carlos Lupi reassumiu nesta segunda-feira a presidência do PDT.

No ano passado, ele havia sido reeleito para o cargo, do qual estava licenciado desde 2008 porque era ministro. O mandato na direção da legenda vai até 2013.

A volta de Lupi aconteceu em reunião da Executiva Nacional do PDT, que aconteceu no Rio de Janeiro. De acordo com o partido, o encontro foi marcado para discutir as eleições municipais deste ano e a participação no governo.

Na frente do prédio onde ocorria a reunião, um grupo chamado Movimento de Resistência Leonel Brizola protestou contra a volta de Lupi.

"A divergência é natural porque, quando alguém ocupa um espaço político, é natural que outras pessoas queiram ocupar o mesmo espaço", afirmou Lupi. Ele ainda negou que pretende se candidatar a vereador no Rio.

Após uma série de acusações, Lupi deixou o Ministério do Trabalho no dia 4 de dezembro.

De acordo a revista "Veja", assessores do ex-ministro foram acusados por dirigentes de ONGs de cobrar propina para resolverem pendências dessas entidades com o ministério.

A situação do ministro se agravou com a divulgação de imagens que contrariam a versão de que ele não teria usado, em 2009, um avião providenciado por dono de ONGs com convênios com a pasta.

Depois, a Folha publicou que de 2000 a 2005 Lupi era assessor-fantasma da liderança do PDT na Câmara dos Deputados em Brasília. Reportagem do jornal revelou ainda que o pedetista acumulou ilegalmente cargos em Brasília e no Rio.